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CHER

Cher, nome artístico de Cherylin Sarkisian LaPiere, (El Centro, 20 de maio de 1946) é uma cantora, atriz, produtora, diretora, escritora, compositora e apresentadora dos Estados Unidos da América.

Nascida no sul da Califórnia, no condado de Imperial, filha de Georgia Holt (nascida Pelham), é de ascendência inglesa, arménia, alemã e cherokee. Seu pai é John Sarkisian, um armênio refugiado.

Cher foi predominantemente criada por sua mãe, uma vez que seus pais se separaram quando ela ainda era muito pequena. Algum tempo depois, Georgia se casa com Gilbert LaPiere, que mais tarde adota Cher e lhe dá seu sobrenome. Cher nunca completou o colegial. Não gostava de estudar e queria mesmo era ser uma grande atriz.

Na verdade Cher só deixou os estudos aos 16 anos, quando fugiu de casa para estudar teatro. Cher tinha dificuldades para aprender e por isso não queria estudar. Muitos anos mais tarde, ela foi diagnosticada com dislexicia. ( Disléxicos costumam ter o lado direito do cérebro mais desenvolvido que o esquerdo. Com isso, possuem facilidade para atividades ligadas à criatividade. Eles geralmente também adquirem caráter empreendedor, mais teem dificuldades no aprendizado normal.)

Começou a carreira aos dezesseis anos com o então marido Sonny Bono, que conheceu em uma noite no Aldo’s Coffe Shop, onde celebridades costumavam se reunir para fazer um “Happy Hour”. Foram morar juntos e logo após formaram a dupla Sonny & Cher, conquistando o primeiro lugar com o hit “I Got You Babe”. Fizeram também um programa semanal de comédia juntos chamado “The Sonny and Cher Comedy Hour”.

Cher teve sua primeira filha com Sonny, Chastity Sun Bono, que mais tarde revelaria ser lésbica. Anos depois, lançou-se como artista solo obtendo vários hits por si só: “All I Really Want To Do” (cover de Bob Dylan) e “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)” (mais tarde regravada por Nancy Sinatra pra trilha de Kill Bill).

Na mesma época, junto a Sonny Bono tentou se lançar como atriz no filme “Chastity”, que foi um fracasso e a fez enfocar mais esforços da música, o que rendeu “Gypsies, Tramps & Thieves”, “Half-Breed” e “Dark Lady” e três lideranças nas paradas da Billboard entre 1971 e 1974. A música “Take Me Home” foi a volta por cima depois de um período conturbado no qual Cher estorou como apresentadora de TV no programa “The Cher Show”.

Fracassou na música com os álbuns “Stars”, “I’d Rather Believe In You” e “Cherished”, divorciou-se de Sonny, por problemas pessoais entre eles e dois dias depois casou-se com o roqueiro Gregg Allman da banda “The Allman Brothers Band”. Gregg e Cher gravaram um disco chamado “Allman and Woman - Two the Hard Way”, que também foi um fracasso, em meados de 1978. Mas uma volta por cima maior ainda aguardava por Cher. Após uma falida tentativa de ter uma banda de “Hard Core” (na época batizada de Black Rose, que nem teve muita atenção da mídia), em 1983, sob contatos pessoais de sua mãe (que também é atriz) com diretores famosos, Cher foi escalada para filmar e atuar na Broadway no filme “James Dean: O Mito Sobrevive”. Depois do bom desempenho, foi chamada para fazer “Silkwood - O Retrato de uma Coragem”, ao lado de Meryl Streep e Kurt Russel, que rendeu sua primeira indicação ao Oscar como melhor atriz coadjuvante em 1984. Depois fez o excelente e comovente “Marcas do Destino”, ao lado de Sam Elliot. Cher brigou com o diretor do filme Peter Bogdanovich, por confundi-la com sua personagem e tratá-la como tal, mas Cher soube lidar com isso, assim como fez com outras coisas que muitas vezes pareciam obstáculos gigantes em seu caminho.

As canções “I Found Someone” (do comercial do Hollywood) e “We All Sleep Alone” (em parceria de muito sucesso com Jon Bon Jovi e Richie Sambora) marcaram a retomada de sucessos musicais para Cher, quando em 1987 lançou o álbum “Cher” e chegou aos primeiros lugares das paradas internacionais agora à’lá Metal-Mama. Outras canções como: “If I Could Turn Back Time” (o primeiro clipe censurado pela MTV), “Just Like Jesse James”, “The Shoop Shoop Song” (do filme Minha Mãe É Uma Sereia), “Save Up All Your Tears” e sua segunda versão de “Love Hurts” (da trilha da novela Vamp) são clássicos da fase musical em que Cher estava passando.

O auge veio em 1987, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz pela atuação em Feitiço da Lua como Loretta, uma descendente de italianos que, prestes a se casar, apaixona-se pelo cunhado (Nicholas Cage). Além desse prêmio, foi aplaudida pela bela atuação em Sob Suspeita e As Bruxas De Eastwick. Em meio a isso tudo, mais tumultos… A vida pessoal de Cher era alvo fácil e seu então namorado, Rob Camilleti, 20 anos mais novo, rendeu muita matérias para os jornalistas dos tablóides norte-americanos. Certa vez, tentando se esquivar de paparazzis em frente sua cara, acabou agredindo um - o que o levou para o tribunal (e serviu de cena para o clipe “Heart Of Stone”, de 1989).

Em 1991, Cher teve uma crise de stress e teve que se afastar dos palcos em meio à sua turnê “Love Hurts” (1991-1992). Contudo, assim que retomou as atividades, mostrou que não perdera o brilho conquistado com o Oscar e o sucesso de seu mais novo filme “Minha Mãe É Uma Sereia”, seguido de sua participação em “O Jogador”, de Robert Altman. Num ataque de boa vontade, Cher se ofereceu para fazer o comercial de um produto para cabelos de um então amigo dela. O que resultou num imenso desastre para a sua carreira… O que a trouxe de volta com força total (mais uma vez) foi o lançamento de seu maior hit “Believe”, que a levou ao topo em todos os países da Europa, EUA, Oceania e no Brasil, fazendo dela a mulher mais velha a ter um hit nas paradas norte-americanas e entrar para o Guiness Book, além de bater recordes de vendagens por todo o mundo, como desbancar Whitney Houston e o tema do Guarda Costas “I Will Always Love You” (1992) passando da casa dos sete milhões de cópias vendidas na Inglaterra.

Recebeu seu primeiro e único Grammy Award pela Melhor Gravação Dance de 1999. Como se não bastasse, isso tudo em meio ao trauma da morte de Sonny Bono no dia 09 de janeiro de 1998 num acidente de esqui.

Depois da turnê “Do You Believe?”, Cher gravou o albúm “Still” que por ser negado pela Warner Bros que alegou que não era um estilo que venderia foi vendido apenas pela internet com o novo nome, peculiar ao caso: “Not.com.mercial”, resultado: o albúm se tornou o mais vendido da história da internet. O seu mais recente álbum em estúdio foi lançado no final de 2001, “Living Proof” que rendeu sucessos como “The Music’s No Good Without You”, “(This Is) A Song For The Lonely” (música que virou o símbolo dos EUA após o ato terrorista do dia 11 de setembro de 2001), “A Different Kind Of Love Song”, “Love One Another” e outros. Em 30 de abril de 2005 Cher se despediu dos palcos com o último show da interminável turnê “Farewell ‘Never Can Say Goodbye’ Tour”, contabilizando 5.880.726 fãs e mais de 692 milhões de dólares em mais de 300 espetáculos, se tornando a turnê mundial mais lucrativa da história da música, sendo que em turnê norte americana Madonna detém o recorde segundo o Guiness Book 2007.

Agora ela se prepara pra mais um album e fara como em meados dos anos 70 e 80 que a trará de volta para o universo rock n’ roll, porém uma versão Dance do albúm será lançada e pelo que tudo indica as músicas de trabalho virão da versão dance. Na nova fase, Cher também dá início, em 2008, a uma série de shows do Caesar’s Palace, em Las Vegas, EUA, no palco em que atualmente se apresenta Céline Dion. Em 2007, Cher foi capa da revista japonesa “Chromme Hearts Magazine”, e falou pela primeira vez sobre seu próximo albúm. Cher disse se tratar de uma nova reinvenção de sua carreira. O álbum será rock e algumas músicas terão uma pitada de country.

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